Um parente dentro do estômago.

Quem é que nunca falou: “o tutu da minha mãe num tem igual!”. Dizem muito que o peixe morre pela boca, mas parece que com o homem não é diferente, só que pela boca do estômago. O interessante é que o estômago transfere sensações tão únicas para o cérebro que até parece que ele é o cérebro. Será por isso que muita gente pôe a culpa lá? O fato é que, em se falando dos prazeres da gula e nas referências pessoais que nos dão esse prazer, mãe, “vó” e tia estão nos top trends da gastronomia familiar.

O difícil é encarar a realidade moderna que mostra que, cada vez menos, os filhos se importam em aprender com seus familiares as receitas tradicionais que todos tanto apreciam, e que isso fará desaparecer alguns quitutes de primeira grandeza, já que o trabalho e o cuidado no feitio dos pratos e guloseimas não condizem mais com a pressa nossa de cada dia e com a necessidade do instantâneo ou semi-preparado. Troca-se os valores instrínsecos do preparo – amor, técnica e paciência -, por praticidade e conveniência.

O fato é que , se por um lado existem livros de receita na internet aos milhares, sem exagero, onde o indivíduo aprende a se virar na selva por conta própria, por outro as relações de transferência afetiva entre familiares têm ficado cada vez mais dificultadas em virtude de uma palavrinha: tempo. (vide www.livrotempo.com também)

A seguir, o meu Hall da Fama Gastronômico:

Melhor strogonoff (páreo duro) – minha mãe, D.Célia, e minha esposa, Neyder; Melhor arroz (páreo duro) – tia Lena e minha irmã, Rhânia. Melhor mussie de maracujá – minha irmã, Cléia; Melhor sopa (páreo duro) – minha falecida avó, D. Carmita, e Raimundo, meu falecido primo; Melhor lasanha de abobrinha – minha esposa, Neyder; Melhor omelete – minha esposa, Neyder; Melhor macarrão gravatinha com tomate-seco, manga e alcaparras – minha irmã, Lívia; Melhor bolo tijolo de biscoito maria – minha sobrinha, Júlia; Melhor frango com quiabo – minha sogra, D. Vânia; Melhor churrasco – tio Roberto e o meu…rs; Melhor pralinê – D.Célia; Melhores sobremesas em geral – doceiro Christian, meu amigo; Melhor pizza – Fidélis, amigo também… e por aí vai.

Diga aí! Tem a mesma sensação sobre o artigo? Quem faz algo divinamente em sua família? O que? Comente à vontade.

Sobre João Viégas

Consultor e professor de Pós-graduação e MBA em Marketing e Comunicação, autor e editor do livro 'tempo.com - A comunicação esquecida em tempos de Internet', articulista da revista Moda Brasil Magazine, palestrante em comunicação e professor de Língua Inglesa.
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8 respostas para Um parente dentro do estômago.

  1. Lívia Viégas disse:

    Adorei isso! Farei a salada gravatinha todas as vezes que vc pedir!!!!

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  2. Faltou a melhor pizza!!! rsrsrsrsrsrs…
    Faço questão de aprender as receitas da minha Mãe, que aprendeu com a Mãe dela…
    Bolo de fubá, pão de queijo, biscoito de polvilho, rosca da rainha, rosquinhas, tarecos e o frango ao molho pardo. Posso dizer que sou um guardião de outros tempos!
    Abç,

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  3. Neyder disse:

    Que delícia meu amor… Faço tudo com muito amor e aprendi, quase tudo, com a D. Vânia!!!!

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  4. Thaís disse:

    Eu adorei esse macarrao gravatinha!!

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