A Era da Energia vem aí.

Como anda a sua energia pessoal? O que é energia para você? Este é o momento para você começar a se fazer estas perguntas, porque todo esse processo de digitalização e virtualização das coisas na atualidade pode ser visto por alguns como mero fruto de uma necessidade real de eliminar custos e material, ou melhorar a rapidez e o desempenho das coisas. É, não tenhamos dúvida a este respeito, mas ainda acho que o buraco do Coelho Branco de Alice vai muito mais além e tem a ver com energia, mas de um jeito muito especial.

Quando transformamos algo concreto em algo virtual estamos não só mudando a forma mas também o conceito dimensional e energético da coisa, e é isso que temos feito nas últimas décadas. Vou tentar explicar o que quero lhe dizer com conceitos comuns: uma cadeira é material, certo? Certo. Aprendemos na escola que “Matéria é tudo aquilo que tem massa e ocupa lugar no espaço.” Até aí OK. Mas difícil mesmo é definir energia e sabe-se até que o seu conceito é disputado à tapa pelos cientistas que, no fim das contas, também não conseguem defini-la em absoluto. Pois bem, quem sou eu para definir o que mentes infinitamente  mais brilhantes não definem, mas vou arriscar aqui apenas um jeito de entendê-la que é fruto de um pequeno insight que me ocorreu, só para nós discutirmos e movimentarmos essa questão, assim: Energia é o princípio de qualquer força – pronto -, mais resumido. Então vamos assim: toda ação requer uma força, que causa uma reação igual e em sentido contrário, daí podemos concluir que no momento em que convertemos algo concreto (um lápis) que foi criando por uma energia que foi acionada por uma força transformadora (desejo) através de uma acão, a reação no campo dimensional energético é o retorno da força transformadora daquilo que era concreto para o virtual, leia-se energia. Em miúdos, todo objeto ou ser ganha seu correspondente em um molde energético no momento da criação, e este molde transita entre a materialidade e a anti-materialidade (ou estado energético) dependendo da energia de fixação empregada para ficar concreto. Pense assim: quando você quer muito algo, você viabiliza a concretização desse algo empregando alta carga de energia, formatando e modelando até realizar. Se pensarmos no passado, para que uma cadeira fosse construída (inventada) ela primeiramente se originou da energia psíquica de seu criador, que por sua vez atribuiu um desenho a ela formando uma imagem, que pode ter permanecido por algum tempo sob a forma “semi-concreta” em uma base de papel, e que depois foi ser concretizada inteiramente através da madeira, metal, plástico, etc. se transformando em matéria real. Essa explicação é importante para entendermos o sentido oposto. Se fizermos o caminho contrário, chegaremos ao príncipio – a energia psíquica criadora. Psíquica porque estamos falando de nomenclatura humana, mas esta mesma energia pode ter outros nomes se emanadas de unidades não humanas. É pegar a cadeira existente e reverter o processo de criação, ou seja, desmaterializá-la – da cadeira até a energia que a criou. Imagino que a este ponto deva ter muita gente me chamando de doido. Força, estamos chegando lá!

Portanto, caros leitores, tudo aquilo que hoje está sendo virtualizado, na minha visão, está voltando ao plano energético de criação como outra forma de realização, devido à:

  • uma necessidade de economia de espaço e de recursos materiais existentes;
  • uma necessidade de dar movimento em uma escala que é muito maior do que o que hoje se concebe como escala de massa e, através dessa nova escala, atingir muito mais pessoas e atingindo mais pessoas obtem-se mais respostas – reações às ações primeiras;
  • uma necessidade de “desaterrar” o pensamento. O que é isso? Digo desaterrar porque estamos fazendo com que coisas que existem se virtualizem (leia-se desmaterializem-se), saindo da terra (ambiente concreto) para o mundo virtual (ou anti-matéria, ou espiritual, se assim também o quiserem chamar).

Antigamente, um pergaminho era o “jornal” e ele tinha como audiência apenas um indivíduo ou vila. Depois que Gutenberg aperfeiçoou o processo gráfico da prensa móvel, possibilitando a impressão com tipos de letras originando os jornais, isso já no século XVIII, a reação ao que é escrito mudou de escala completamente. E hoje, que temos a internet, temos bilhões de pessoas reagindo a ações emitidas por outros bilhões. Entendem onde quero chegar? Antes, era ação de 1 para 100 em um grupo de 1 ou 2 bilhões, por exemplo. Hoje, é 1 ação para 7 bilhões em um grupo de 7 bilhões de pessoas no mundo. Ou seja, é a potencialização da energia criadora. É usar a mesma, ou menos energia, para atingir mais gente. Antes, gastava-se uma energia fabulosa para desempenhar uma ação que resultava em algo quase sempre pequeno. Hoje é o contrário – você “espirra” na internet e bilhões ouvem. Estão captando o que quero dizer?

Se nós que estamos vivendo o processo de virtualização das coisas o enxergarmos apenas como um mero avanço tecnológico, estaremos deixando de lado o que realmente acho que isso tudo quer de nós – o uso pleno da energia -, que não é nossa, ela apenas circula e existe no universo carecendo de unidades transformadoras – nós, humanos. A energia precisa de uma veículo para ser trabalhada e assumir uma forma ou uso, que no nosso caso se dá pela nossa atuação, sendo os resultados totalmente limitados à nossa capacidade de criação. Digo isso porque se levarmos em conta, por exemplo, a energia solar, que é emanada há 150 milhões de kilômetros de nós e chega aqui com um potencial criacional inimaginável, e que é capaz de potencializar qualquer princípio vivo que esteja não só na metade iluminada do globo como também se irradiar para a outra metade escura, ainda que com ondas muito menores, imagine o potencial dessa energia a apenas 1 km do sol!

Quando você passa um dia inteiro desempenhando uma atividade prazerosa, ela pouco consome força de quem a faz. Isso significa fazer mais com menos. É energia potencializada em função da relação “prazer x objetivo”. Quando você faz algo que não quer, que tem desprazer em fazer, como por exemplo varrer uma casa, você despotencializa a própria energia, consumindo mais para executar um simples tarefa.

A energia que usamos não é nossa, ela existe para ser utilizada e transformada construtivamente, esta é a minha opinião. Lembro, ainda, que eu não estou reinventando a roda quando falo de energia. Estou usando a roda, é diferente. Tomara que no futuro não percamos tanto tempo mais com tarefas despotencializantes e que possamos todos aprender a potencializar nossas energias e devolvê-la ao mundo da melhor forma possível. Circule esta energia – compartilhe e deixe aqui a sua impressão!

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Sobre João Viégas

Consultor e professor de Pós-graduação e MBA em Marketing e Comunicação, autor e editor do livro 'tempo.com - A comunicação esquecida em tempos de Internet', articulista da revista Moda Brasil Magazine, palestrante em comunicação e professor de Língua Inglesa.
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